Estudantes brasileiros são obrigados a fazer teste de AIDS na Bolivia
Nem na “desenvolvida” Bolívia do cocaleiro Evo Morales, os Tupiniquins ficam livres de vexames.
Ainda mais em um lugar chamado “Cochabamba”. É piada pronta.
Bolívia exige teste de Aids de estudantes do Brasil
Universitários brasileiros residentes na cidade boliviana de Cochabamba vêm recebendo tratamento degradante de autoridades consulares locais.
Para ter o visto de permanência renovado, por exemplo, os estudantes têm de provar, uma vez por ano, que não estão infectados pelo HIV, o vírus da Aids.
A informação foi repassada pelos próprios estudantes a uma delegação de deputados federais que visitou a Bolívia no mês passado.
Raul Jungmann (PPS-PE), um dos integrantes da comitiva, vem publicando em seu blog, desde o final de dezembro, um “diário de viagem”.
Um pedaço desse “diário”, referente ao Paraguai, por onde a viagem começou, já havia sido reproduzida aqui.
Neste domingo, sob o título “Aidéticos”, Jungmann relata o que ele e seus colegas viram ouviram em Cochabamba.
Estiveram na Univalle (Universidad Privada Del Valle). Há na instituição cerca de 400 brasileiros matriculados. Frequentam o curso de Medicina.
“Todos os anos, temos que nos submeter a um teste de Aids. Sem isso, não nos deixam ficar. Não podemos renovar os nossos vistos”, disse um dos alunos.
Surpresos, os deputados quiseram saber se a exigência era estendida a alunos de outras nacionalidades.
“Não temos notícias que outros estudantes, de outros países, também tenham que fazer anualmente o teste de Aids”, respondeu outro estudante brasileiro.
Em seu “diário” eletrônico, Jungmann evitou mencionar os nomes dos alunos. Teve receio de submetê-los a retaliações.
O teste anti-Aids não é o único constrangimento imposto aos brasileiros. Para ter os vistos renovados, eles também são vítimas de achaques e humilhações.
Um dos alunos contou que, ao tentar renovar o seu visto de permanência na Bolívia, tivera problemas com o preenchimento do formulário.
O atentende boliviano chamou-o de “brasileiro burro e imbecil”. Outra aluna, que Jungmann permitiu-se identificar pelo prenome (Sarah), contou:
“Eu fui fazer um registro e me pediram duas cópias dos meus documentos. Então perguntei por que duas, se uma cópia não bastava…”
“…Aí, o cara falou: ‘Agora são quatro’. Eu disse: mas por que? E ele: ‘São dezesseis’. Mas… ‘São cem agora, moça. Vai querer ou não?’ É assim”.
Os deputados prometeram levar as queixas dos estudantes às autoridades do governo companheiro de Evo Morales.
Houve queixas também quanto a um velho problema arrostado por brasileiros que se formam em países da América Latina e do Caribe.
De volta ao Brasil, os novos profissionais, a maioria deles médicos, têm dificuldade de validar os diplomas. “Eles são discriminados lá e cá”, escreve Jungmann.
Desde meados da década de 90, jovens brasileiros recorrem a faculdades de países vizinhos para fugir do fantasma do vestibular.
Hoje, estima-se que há quase 10 mil brasileiros estudando em países da América Latina e do Caribe. Só na Bolívia, há algo como 6.000.
Submetem-se, por vezes, a um ensino de qualidade precária. E, ao retornar, têm dificldade para exercer a profissão no Brasil.
Na década de 70, o Brasil firmara um acordo de cooperação acadêmica que previa a validação automática dos diplomas obtidos em países latinos e caribenhos.
Porém, em 1999, sob FHC, o governo pulou fora desse acordo. Desde então, para ter o diploma reconhecido no Brasil, os formandos têm de prestar exames em universidades públicas brasileiras.
É alta a taxa de reprovação. Muitos dos que recebem bomba recorrem ao Judiciário. Sobretudo aqueles que iniciaram seus cursos antes de 1999.
Neste caso, na há propriamente discriminação. Tome-se o exemplo dos médicos. Parece razoável que, antes de clinicar no Brasil, os profissionais formados lá fora provem minimamente as suas aptidões.
do blog do Josias de Souza
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eu concordo que todas as escolas do mundo deveriam fazer o teste de aids nos alunos para evitar o crescimento da doença e educar eles desde ja. para que eles cresão com esse entendimento e não tenha medo da verdade e no brasil ja tinha de ser assim eu sou brasileiro e gostaria de um pais mais saudavel mais tambem teriam de tratar dos vizinhos que ela passa e tambem em todos os alunos o teste de drogas em geral para que elas podesse entrar em tratamento pesicologico na fazer da adolecencia e ficaria tudo melhor assim e mais fasil de educar nossos jovens com tudo isso caminharia para um mundo melhor