"A lei é a força colocada a serviço da sociedade para o benefício de todos"
Cesare Beccaria 

 

Groupon é líder de reclamações no Procon - SP

Importante notar que, além de todos os problemas que as compras coletivas trazem ao consumidor, já comentados em postagens anteriores, os próprios compradores são responsáveis pelo fomento de ofertas que, claramente, não podem ser cumpridas conforme o contratado.

Cabe ao consumidor ter bom senso ao comprar, evitando adquirir ofertas movido exclusivamente pelo consumismo exagerado e a expectativa de se dar bem a qualquer custo.

Paulo Evandro Angelim Martins – Editor. 


O mercado de compras coletivas está na mira da Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-SP), que começa a monitorar mais de perto as empresas do segmento. O site Groupon, que nesta sexta realizou um IPO milionário nos Estados Unidos, aparece em primeiro lugar no ranking de reclamações do setor elaborado pela instituição. Os números ainda são pequenos quando comparados ao total de queixas relacionadas a compras na internet, mas vem ganhando força, garante o órgão.

Segundo a pesquisa, foram realizados 190 atendimentos na capital paulista de queixas sobre o Groupon de janeiro a 30 de setembro deste ano. Na segunda posição aparece o Peixe Urbano, com 125 registros. Clube do Desconto e ClickOn vêm na sequência, ambos com mais de 100 atendimentos no período. Quando a pesquisa é ampliada para todas as compras online, os números dão um salto. Apenas no primeiro semestre de 2011, o Procon-SP registrou mais de 22 mil chamados sobre este meio de consumo.

“O site de compras coletivas é tão responsável pelo problema quanto o estabelecimento que oferece o serviço ou produto”, afirma o diretor-executivo do Procon-SP, Paulo Góes. Segundo ele, as empresas já foram notificadas sobre as reclamações e a multa por descumprimento ao direito do consumidor pode chegar a R$ 6 milhões.

As principais queixas sobre o setor envolvem a não entrega do produto e dificuldades com o cancelamento do pedido. “A questão não é ter problemas, mas sim como a empresa lida com isso. Os consumidores precisam ter canais ágeis para que as falhas sejam resolvidas rapidamente e com eficiência juntos aos fornecedores”, diz Goés.

A bancária Cláudia Quaglia comprou em julho um tablet e um netbook por meio de uma promoção do Groupalia, que ocupa a sétima posição no ranking, e até hoje não recebeu os produtos. Há quinze dias ela foi comunicada que receberia o valor do tablet de volta, mas o dinheiro ainda não foi depositado. Sobre o computador, a promessa é que será entregue pelo menos até o Natal. “Sempre usei sites de compra coletiva, mas hoje tenho medo de perder dinheiro”, diz ela, que já registrou queixa no Procon.

No Facebook, uma comunidade chamada “Processo Coletivo: Groupalia, Groupon e Fluente Celular” reúne mais de mil membros que foram lesados pelas empresas e pelo fornecedor na compra de TVs, câmeras e outros produtos eletrônicos. A página recebe atualizações diárias sobre as negociações com os sites e processos abertos na Justiça.

Questionada sobre a liderança no ranking, o Groupon afirmou que “muitas das reclamações devem-se ao fato de o comprador não ler com atenção as regras da oferta”. A empresa diz ainda que o primeiro lugar no levantamento é “um fato pontual, que se deve a problemas com parceiros específicos, que já estão sendo solucionados”.

Mais informações no link O Estado de São Paulo

Arquivado em: Ações judiciais, Brasil, Comportamento, Direito, Julgamentos, Justiça, Legislação, Política, STF, Tribunais
Publicado em 6 de novembro de 2011 às 17:11 por Paulo Evandro Angelim Martins

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