"A lei é a força colocada a serviço da sociedade para o benefício de todos"
Cesare Beccaria 

 

Constituição do Marrocos é aprovada com 98,5% dos votos no referendo

Não se sabe ao certo se isso se chama “alta popularidade”, “legitimidade”, “voto de cabresto” ou “fraude eleitoral”.

Ou tudo isso junto.

O certo é que as unanimidades tendem ao erro, e a existência efetiva de uma oposição é fundamental para o embate de ideias.

Alguma resistência à situação deve haver, e é improvável que os eleitores opositores não tenham votado, já que se mostram insatisfeitos com a monarquia e com o regime constitucional imposto pelo rei Mohammed VI.

Mohammed poderia ter sido, no mínimo, mais humilde na contagem dos votos.
Paulo Evandro Angelim Martins – Editor


Os marroquinos aprovaram nesta sexta-feira, com 98,5% dos votos, as reformas constitucionais propostas pelo rei Mohamad VI.

A cifra foi divulgada pelo ministro do Interior Taib Cherkaoui e reflete a postura da oposição, que defendeu o boicote do referendo por achar que a nova Constituição, apesar de reduzir os poderes do monarca, não apresenta as mudanças necessárias.

O comparecimento, de cerca de 70% dos 8 milhões eleitores cadastrados, foi o mais alto para um pleito dos 12 anos de Mohamed VI no poder.

As mudanças aprovadas, impulsionadas após meses de protestos populares, garantem poderes executivos ao novo governo, mas mantêm a figura do rei à frente do Estado, das Forças Armadas, das autoridades religiosas e do órgão regulador do Judiciário.

– Se houvesse uma comissão independente que zelasse pela transparência do referendo poderíamos ter ganhado com o não.

Mas tudo é organizado pelo Ministério do Interior, que tem um histórico de manipulações – afirmou Najib Chouki, um dos jovens do movimento de oposição 20 de Fevereiro (dia em que começaram os protestos pró-democracia no Marrocos).

Na ânsia de estimular a participação popular, o ministério do Interior instalou colégios eleitorais nos portos de Algeciras, Celta, na Espanha, e Sète, na França – lugares onde não há um eleitor registrado sequer.

De acordo com o governo, ali vão poder votar marroquinos em trânsito antes de embarcar de volta para o país. Na televisão, inúmeros debates foram organizados e nas zonas rurais grupos folclóricos usavam a música para pedir o sim.

Nas mesquitas, a campanha pelas mudanças não foi diferente, e até imãs pediam aos fiéis participarem do referendo.
O Globo


 

Arquivado em: Direito, Justiça, Padrão, Política, Política Internacional
Publicado em 2 de julho de 2011 às 07:07 por Paulo Evandro Angelim Martins

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