"A lei é a força colocada a serviço da sociedade para o benefício de todos"
Cesare Beccaria 

 

Mensalão Tucano do Eduardo Azeredo

Ex-senador, e ex-presidente do PSDB, Eduardo Azeredo. Segundo o Ministério Público chamado de “origem e laboratório” do mensalão petista.

Se a questão da moralidade no Brasil exige uma faxina absoluta na política brasileira que todos sejam julgados pelos crimes que cometeram.

A prescrição dos crimes imputados ao ex-presidente do PSDB, para alguns juristas conhecedores dos procedimentos das cortes brasileiras, o estrago já esta feito, pois o mensalão mineiro, de desvios muito maiores que a estória do Roberto Jefferson, não será julgado antes, para vergonha da Justiça.

Se porventura acontecer a condenação bando ora em julgamento, seria ótimo pegar Azeredo e outros que andam por aí tranquilos e com culpas visíveis com a coisa pública.

José Mesquita - Editor


Depois do mensalão do PT, que tal o Supremo julgar o mensalão do PSDB?

Muitos comentaristas reclamam que o Blog da Tribuna não tem feito matérias sobre outro importante tema de corrupção política – o mensalão do PSDB em Minas, onde pontificava o mesmo Marcos Valério do mensaláo do PT em Brasília.

Na verdade, após sete anos, o mensalão tucano ainda não foi julgado. Ao contrário do que aconteceu em Brasília, a análise do caso foi dividida entre Supremo Tribunal Federal e Justiça mineira. Mas até agora, nada…

Azeredo aguarda a prescrição dos crimes.

Os repórteres Amanda Almeida e Thiago Herdy, de O Globo, lembram que “14 anos depois de supostamente ter ocorrido, sete anos após ser descoberto e quase cinco anos depois de ser denunciado pela Procuradoria Geral da República, ainda não foi julgado o mensalão tucano — chamado de “origem e laboratório” do mensalão petista pelo ex-procurador Antonio Fernando Barros e Silva de Souza.

Em 2007, a Procuradoria Geral denunciou 15 pessoas por peculato e lavagem de dinheiro.

A pedido dos advogados de três réus, o ministro Joaquim Barbosa, relator do processo, decidiu desmembrá-lo em maio de 2009.

Na época, apenas o então senador Eduardo Azeredo (PSDB), considerado o principal beneficiário do esquema, tinha foro privilegiado, argumento usado por advogados de outros réus para pedir a sua divisão.

Hoje, o acusado e senador Clésio Andrade (PMDB) também tem a mesma prerrogativa. O Supremo já poderia ter julgado o caso, mas ainda não entrou em pauta.

Com a decisão, a denúncia foi remetida à Justiça mineira, e só Azeredo e Clésio respondem no Supremo.

Uma das justificativas de Barbosa para a decisão foi o grande número de réus sem foro privilegiado.

— No caso em análise, o motivo relevante que autoriza o desmembramento é o número excessivo de acusados, dos quais somente um, o senador Azeredo, detém prerrogativa de foro perante o Supremo — registrou Barbosa na época, destacando que, como não há crime de formação de quadrilha entre as acusações do mensalão tucano, as possíveis decisões contraditórias entre o Supremo e a Justiça mineira não teriam maior importância.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

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Arquivado em: Ações judiciais, Ações Penais, Brasil, Corrupção, Julgamentos, Ministério Público, Partidos Políticos, Política, Procuradoria-Geral da República, Senadores, STF
Publicado em 11 de agosto de 2012 às 08:08 por José Mesquita

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