"A lei é a força colocada a serviço da sociedade para o benefício de todos"
Cesare Beccaria 

 

O super-herói Joaquim Barbosa recebeu R$700 mil da Uerj sem trabalhar e quer retroativos

Joaquim_Barbosa62_Documento

Primeiro ele pagou, com dinheiro público, as passagens de avião da repórter da Globo que foi à Costa Rica cobrir sua palestra.

Depois pagou, de novo com verba pública, passagens para vir ao Rio assistir o jogo entre Brasil e Inglaterra.

Não precisou pagar ingresso porque ficou no camarote do Luciano Huck. Logo em seguida descobriu-se que seu filho arrumou um emprego na Globo, no programa de… Luciano Huck.

Henrique Alves e Renan Calheiros, apanhados usando jatinho da FAB pra ver jogo de futebol, devolveram o dinheiro usado. No caso de Joaquim Barbosa, a imprensa continua quieta.

Ninguém quer decepcionar o “gigante” que, segundo o Datafolha, idolatra o Barbosão.

Ninguém quer arranhar a imagem do “menino que mudou o Brasil”, criada pela grande mídia para endeusar o homem que se vendeu ao sistema, que rasgou a Constituição para acusar e condenar, mesmo sem provas, os réus da Ação Penal 470.

A coisa não para por aí.

O laudo 2.424, que investiga a relação entre o fundo Visanet, funcionários do Banco do Brasil e as empresas de Marcos Valério, traz uma denúncia séria: o filho de Barbosa teria trabalhado numa empresa que recebeu milhões da DNA Propaganda.

Barbosa manteve o laudo em sigilo absoluto, apesar de o mesmo trazer documentos que poderiam provar a inocência de Pizzolato e prejudicar toda a denúncia do “mensalão”.

E agora, uma outra novidade: desde 2008, Barbosa usufrui de uma bela sinecura da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj): ganha sem trabalhar.

O Estado do Rio já gastou mais de R$700 mil em salários para um cidadão que ganha muito bem no Supremo Tribunal Federal.

O Cafezinho, como de praxe, mata a cobra e mostra o pau. Estão aí os documentos que comprovam a situação de Barbosa. Ele deu aula na Uerj normalmente de 1998 a 2002.

Em 2003, pede licença-prêmio e permanece até 2008 em licença não remunerada.

A partir desta data, porém, a vida sorri para Joaquim.

Além do empregão no STF, da paixão súbita da mídia por sua pessoa, o reitor da Uerj lhe oferece uma invejável situação: passar a receber salários e benefícios mesmo sem dar aulas ou fazer pesquisas.

Consta ainda que Barbosa estaria brigando para receber reatroativamente pelos anos que permaneceu de licença não remunerada, de 2003 a 2008.

Para quem acabou de receber R$580 mil em benefícios atrasados, não seria nada surpreendente se também conseguisse isso.

Ah, que vida boa!

Os meninos do Movimento Passe Livre estão certos: definitivamente, não são apenas 20 centavos!

Os documentos que comprovam a situação de Joaquim Barbosa:

Joaquim_Barbosa88_Uerj

Joaquim_Barbosa89_Uerj

Joaquim_Barbosa90_Uerj

Joaquim_Barbosa91_Uerj

Miguel do Rosário, com exclusividade para O Cafezinho

Arquivado em: Brasil, Justiça, STF
Publicado em 17 de julho de 2013 às 11:07 por José Mesquita

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