"A lei é a força colocada a serviço da sociedade para o benefício de todos"
Cesare Beccaria 

 

Rosemary: secaram as denúncias?

Desânimo no Planalto. Acabou o estoque de denúncias contra Rosemary, a amiga de Lula. E agora, o que fazer?

Realmente, há motivos para desânimo. Não deu certo o esquema criado para “vazar” sucessivas denúncias contra Rosemary Noronha, ex-chefe do Gabinete da Presidência da República em São Paulo, estratégia planejada e executada com objetivo de enfraquecer politicamente o ex-presidente Lula e evitar a candidatura dele.

Foi uma decepção. A presidente Dilma Rousseff e a equipe responsável por sua campanha estavam confiantes de que as acusações contra Rosemary teriam forte repercussão popular, desmoralizariam Lula e fariam com que desistisse de voltar a disputar o poder em 2014.

A manobra foi estruturada assim. Primeiro, a ministra da Casa Civil, Gleisi Hoiffmann, que apóia Dilma contra Lula, usou a Controladoria-Geral da União e a Comissão de Ética da Presidência, determinando que fosse feita uma rigorosa sindicância sobre as irregularidades atribuídas a Rosemary.

Depois, o Planalto começou a “vazar” para a imprensa os resultados dessa comissão, utilizando a revista Veja de forma preferencial. A repercussão da primeira denúncia (capa da Veja) foi excelente e o Planalto deu seguimento ao esquema.

REAÇÃO

O que não estava previsto é que os petistas ligados a Lula e que protegem Rosemary deram o troco de imediato, contratando dois experientes advogados, especialistas em improbidade administrativa – Fábio Medina Osório e Aloisio Zimmer.

Os novos advogados contra-atacaram, convocando para prestar depoimento uma série de autoridades federais, entre elas o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência, muito ligado a Lula e à própria Rosemary.

O Planalto revidou imediatamente, “vazando” ao jornal O Globo a informação de que Carvalho teria organizado a formação de uma comissão alternativa de sindicância no Planalto, para defender Rosemary. Achavam que Carvalho iria pedir exoneração. Mas Lula o proibiu de sair e Dilma não tem coragem de demiti-lo.

VAZAMENTOS PARA O GLOBO

Desde então, a estratégia do Planalto passou a ser “vazar” as matérias exclusivamente para O Globo, na esperança de que a Rede Globo também se interessasse pelas denúncias contra Rosemary e as divulgasse no Jornal Nacional e na GloboNews. Mas isso não aconteceu, e o único interesse do Jornalismo da Rede Globo foi no sentido de entrevistar a própria Rosemary, mas os advogados dela ainda não deram o sinal verde.

Agora, o desânimo reina no Planalto, porque a munição contra Rosemary está completamente esgotada. Não há novas denúncias para “vazar” contra ela. E o ex-presidente Lula aparentemente não dá a mínima para o assunto. Por dentro, ele está revoltado e decepcionado com Dilma Rousseff e sua equipe, mas não demonstra.

Lula não esquece o caso Erenice Guerra, no final de seu governo. Em abril de 2010, por indicação de Dilma, Lula nomeou Erenice para a Casa Civil, mas a nova ministra logo se envolveu numa série de irregularidades, corrupção e tráfico de influência. O então presidente demitiu Erenice, é claro, mas não fez a menor pressão para puni-la, ao passo que Dilma, num caso muito semelhante, agora tenta de todas as formas destruir Rosemary Noronha.

Esta é a situação que hoje agita os bastidores do Planalto e vem sendo divulgada com exclusividade absoluta pela Tribuna da Imprensa. E tudo o que está narrado acima é verdadeiro. São fatos comprovados e inquestionáveis. Não se pode negá-los.
Carlos Newton/Tribuna da Imprensa

Arquivado em: Brasil, Corrupção, Nepotismo, Política
Publicado em 28 de maio de 2013 às 08:05 por José Mesquita

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